Ensaio em Abril
Era tarde quando percebi
Não havia luz ao meu redor
Meus olhos incendiados pelas brasas da injustiça
Ardiam e brilhavam como o sol
Não havia luz ao meu redor
Meus olhos incendiados pelas brasas da injustiça
Ardiam e brilhavam como o sol
Tudo que havia ao meu redor ganhou novos contornos
Em um instante tudo se transformou em silencio
Não havia ninguém
Gente, bichos e flores
E fui varrido como uma folha em uma tempestade
O coração disparado
A boca seca
A garganta já não mais suportava os gritos contidos
E um punho tremulo se levantou
Tudo parecia novo
Mas, em essência empoeirado
Tudo parecia sonho
Mas, não durava até o amanhecer
Corri feito louco
Até perder as forças
Cai de joelhos no meio do outono
E as folhas que caiam tentaram sepultar meu corpo
As certezas se perderam em meio ao vendaval
Se dissolveram em meio as tempestades
Se quebraram puxadas por mãos de medo
Ohei para minhas mãos
E já não pareciam minhas
Percebi de joelhos
que elas se arrastavam no chão
Mais do que uma racionalidade sem paixão
Era um ser longe de seu tempo
Uma chama sem brilho
que facilmente se apagava com uma leve brisa
Dura lição a ser aprendida
Mas nos faz entender
que para mudar essa terrivel realidade
São necessários mais que sonhos e coragem
Mais que teorias e filofofos
Precisamos caminhar juntos para suportar o peso desse tempo histórico que insiste em tentar colocar todos nós de joelhos
Tcherbo
Nenhum comentário:
Postar um comentário