O Povo da Ilha
Havia um Povo que morava em uma ilha cujo nome já se perdeu há muito tempo. Esse Povo em tempos sombrios decidiu sonhar. Em tempos de silêncio amargo decidiu gritar. Tal povo desafiou o império mais poderoso da história da humanidade e não aceitou a imposição do seu modo de vida. Escolheu dar um basta ao tipo de existência mediocre que o império tinha a necessidade de obrigar todos a viver. Decidiu ser livre e assumir todas as contradições e problemas que o sonho de liberdade em tempos de escravidão pode trazer.
Essa ilha pequena se transformou em uma gigantesca inspiração para os povos do mundo e passou a ser um farol em meio à um mundo preso na escuridão. Esse bravo povo tinha suor e lágrimas escorrendo por suas ruas, mas mesmo com todas as dificuldades e sofrimento não renunciava a sua liberdade conquistada com sangue.
O império com medo do defasio posto no seu velho quintal decidiu que esse povo, assim como todos os outros durante a história, não tinha o direito de serem livres de seu domínio e do seu modo de pensar.
O império então decretou a necessidade de exterminar esse sonho perigoso. Assim, o Povo da ilha que tinha decidido ajudar os outros povos do mundo como se fossem seus irmãos foi, ironicamente, isolado do mundo pelo império. Ninguém poderia negociar com os inimigos do império ou sofreria as consequências.
O império financiou o que ele próprio, nessa época, denominava de grupos terroristas para que semeassem a desordem no país e tentassem sistematicamente assassinar os governantes. Em qualquer lugar do mundo, inclusive no império, quem comete esse tipo de atitudes é considerado um traidor do seu povo, um criminoso. Porém, esses criminosos que atentavam contra o seu próprio povo eram transformados em herois e tinhas férias garantidas em um enorme parque de diversões do império chamado Flórida.
O império ao longo dos anos passou a investir mais em outro tipo de ataque ao Povo da ilha, pois mesmo diante de todos os problemas causados pelo bloqueio e pelos mercenários o povo da ilha continuava não se curvando ao império e ao seu modo de vida. Continuava despertando nos povos admiração. Passou então a usar sons e imagens mostrando todos os problemas da ilha que, na maioria das vezes, foram criados pelo próprio império com suas políticas de ataque econômico. Esses sons e imagens eram reproduzidos em todo o globo por escravos modernos para construir o pensamento do que o império chamava de "mundo livre".
O que os velhos aparelhos de televisão usados para tentar convencer os povos do mundo à não seguirem o exemplo do povo da ilha não mostravam é que no chamado "mundo livre" do império milhares de crianças morriam todos os dias de desnutrição e, por outro lado, o povo da ilha foi o primeiro país do mundo a acabar com ela em seu território. O que os aparelhos de televisão não mostravam é que o povo da ilha conseguiu apesar de todos os seus problemas níveis de saúde e de escolaridade muito superiores aos países de mesma proporção econômica e muito superiores aos do próprio império. O que os aparelhos de televisão não mostravam é que a eleições na ilha não eram disputadas por seres artificiais que se tornam prisioneiros de seus financiadores de campanha, mas o real poder popular é executado desde os bairros até o parlamento. Principalmente, os aparelhos de televisão não mostravam a resistência de um povo que decidiu começar o árduo trabalho de destruir uma estrutura social baseada na exploração e construir um outro mundo. Que a história desse povo nos sirva de inspiração.
Que o nome desse povo nunca seja apagado da história!
Viva Cuba livre!
Viva ao socialismo! Viva ao comunismo!
Ousar lutar, ousar vencer!
Tcherbo