Momento
Há um peso em nossas costas, não há como negar. Sim. Algo muito forte empurra nossos troncos contra o chão.
Nosso olhar já não vislumbra o horizonte, porque as cabeças apontam para o chão. Para nossa segurança, gritam alguns. "O horizonte é longínquo e desafiador", justificam.
Devemos olhar para nossos próprios passos, esbravejam! Olhemos para nossos próprios pés
Mas há alguns - denominados loucos, subversivos, comunistas - que insistem em levantar a cabeça e enfrentar o peso que esmaga nosso tronco.
"Perigo!" Esbravejam os jornais.
Reuniões entre os que colocam em nossas costas o peso. Gritaria! Murros sobre a mesa. "Isso é inadmissível!", grita alguém no fundo escuro da sala. Agitadores! Precisamos aumentar a quantidade de peso em suas costas!
Mas uma idéia surge na frente da sala e toma o salão. "Vamos aumentar as migalhas". "Vamos entretê-los, vamos esmagá-los". Aplausos tomam a sala. Sorrisos na mesa dos dominadores derrubam por entre os dentes migalhas maiores ao chão. Entre os que carregam o peso nas costas, alguém grita: "Vê como são bons! Agora temos mais força para levantar nossas cabeças."
Brigando entre tapas pelas migalhas imundas pelo pó do chão as cabeças começam a baixar ainda mais.
E como são amargas as migalhas. Como nos fazem perder tempo enquanto nossos dominadores sorriem no seu jantar que parece eterno.
Mas há alguns que não se iludem. Denunciam que as migalhas maiores advém do sorriso porco de nossos dominadores. Que o ronco de fome de nossos estômagos é a sinfonia que toca nesse jantar.
Chega! Mil vezes chega!
Podemos arrastar nossos pés sangrentos pelo peso em nossas costas, mas não cairemos de joelhos.
Nosso olhar já não vislumbra o horizonte, porque as cabeças apontam para o chão. Para nossa segurança, gritam alguns. "O horizonte é longínquo e desafiador", justificam.
Devemos olhar para nossos próprios passos, esbravejam! Olhemos para nossos próprios pés
Mas há alguns - denominados loucos, subversivos, comunistas - que insistem em levantar a cabeça e enfrentar o peso que esmaga nosso tronco.
"Perigo!" Esbravejam os jornais.
Reuniões entre os que colocam em nossas costas o peso. Gritaria! Murros sobre a mesa. "Isso é inadmissível!", grita alguém no fundo escuro da sala. Agitadores! Precisamos aumentar a quantidade de peso em suas costas!
Mas uma idéia surge na frente da sala e toma o salão. "Vamos aumentar as migalhas". "Vamos entretê-los, vamos esmagá-los". Aplausos tomam a sala. Sorrisos na mesa dos dominadores derrubam por entre os dentes migalhas maiores ao chão. Entre os que carregam o peso nas costas, alguém grita: "Vê como são bons! Agora temos mais força para levantar nossas cabeças."
Brigando entre tapas pelas migalhas imundas pelo pó do chão as cabeças começam a baixar ainda mais.
E como são amargas as migalhas. Como nos fazem perder tempo enquanto nossos dominadores sorriem no seu jantar que parece eterno.
Mas há alguns que não se iludem. Denunciam que as migalhas maiores advém do sorriso porco de nossos dominadores. Que o ronco de fome de nossos estômagos é a sinfonia que toca nesse jantar.
Chega! Mil vezes chega!
Podemos arrastar nossos pés sangrentos pelo peso em nossas costas, mas não cairemos de joelhos.
Chega! Chega de migalhas!
É hora de voltarmos a ver. É hora de ver a aurora no horizonte que rompe como uma espada a longa madrugada fria que durante muito tempo pareceu eterna.
É hora de voltarmos a sonhar. Mas é hora, principalmente, de resgatar nossos sonhos das mão daqueles que os roubaram e continuam a roubar.
Levanta a cabeça e luta, camarada!
É hora de voltarmos a ver. É hora de ver a aurora no horizonte que rompe como uma espada a longa madrugada fria que durante muito tempo pareceu eterna.
É hora de voltarmos a sonhar. Mas é hora, principalmente, de resgatar nossos sonhos das mão daqueles que os roubaram e continuam a roubar.
Levanta a cabeça e luta, camarada!
Tcherbo
Nenhum comentário:
Postar um comentário